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| (Foto: Cesar Greco) |
No texto opinativo de hoje
falarei sobre o Borja. Será que um dia veremos o "bicho pegar" pra valer nas atuações do nosso camisa 9?
A Libertadores de 2016, vencida
pelo Atlético Nacional-COL, expos para o mundo o “talento” do “matador” Miguel
Borja. O jogador, que “destruiu” a equipe do São Paulo na semifinal da
competição daquele ano, nem de longe conseguiu repetir, na equipe do Palmeiras,
as atuações pelo time colombiano.
Muita se falava que Borja precisava
se adaptar e que quando acontecesse ele “desandaria” de fazer gols pelos campos
do Brasil e do mundo. Balela! Pra começar, quem sabe, sabe. Quem não sabe fica
com esse papo de ter que se adaptar. Até entendo que precisa de uma certa
adaptação, com novos colegas de trabalho, nova língua, novo país, nova cidade,
trânsito, etc... mas, “chutando alto”, isso se resolve em questão de 6 meses
(no máximo).
A briga que Mattos travou com os
chineses para trazê-lo de nada valeu, aliás, ajudou um pouco, com um ou outro
gol importante, no mais? Gols irrelevantes que o tornaram artilheiro do “Paulistinha”
2018 e da Libertadores. Quando o Palmeiras precisou mesmo balançar as redes,
nada se viu.
Apesar das críticas e do que possa
parecer, eu gosto de fazer isso, o texto não vai só criticar o nosso camisa 9.
Eu realmente escrevi algumas verdades que nem todos torcedores aceitam, a
grande maioria sim, mas não deixam de ser verdades. E essa é uma opinião minha,
não do site, mas sim de quem vos escreve.
Ao contrário de – quase - toda nossa
torcida “amendoim”/corneteira (me incluo) eu ainda gosto do Borja, mesmo não
parecendo, e eu não o cobro pelo valor que ele foi comprado. Eu não ligo para
valores, essa é que é a verdade, eu ligo primeiramente se eu gosto do jogador
que o Palmeiras está indo atrás. Eu cobro do Borja não pelo que ele vale e sim
pela expectativa que ele me fez criar, por isso eu cobro e por isso quero ver
ele render mais, quero ver ele fazer mais gols decisivos e calar a minha boca e
a boca de grande parte da torcida.
Não sei quantos de nossos leitores
jogam futebol amador - ou até profissional – mas quem joga e principalmente é
atacante, sabe como é triste e desesperador não fazer gols e, muito mais,
perder gols feitos. O fato de perder “gol feito” é totalmente psicológico, se o
centroavante já está em uma fase ruim e a torcida não apoia (caso do Borja
desde um tempo após sua chegada) a tendência é piorar, ficar infeliz e
desgostoso no clube não vai fazê-lo render o que todos nós temos esperanças que
renda. Ele não é nenhum craque mas, querendo ou não, ele sabe fazer gols sim e
já provou. Só resta o apoio e a confiança da nossa torcida. Se apoiamos o Deyverson
que, para mim, é muito pior que o Borja, acho que a aposta no apoio ao
colombiano seria melhor e o ponto fundamental para que ele voltasse a jogar o
que jogou em 2016.
Eu
ainda acho que Tardelli, Pato, qualquer outro que seja especulado, não valem a
pena. Ainda acho que o certo é manter o colombiano e tentar fazer com que ele
seja feliz aqui, que seja abraçado por todos os palmeirenses. Está na hora da gente
deixar esses rótulos de amendoim e corneteiros de lado, vamos apoiar o que nós
temos, olhem para os outros clubes, não tem muita coisa melhor não, aliás:
nosso elenco é o melhor do país! Quem está aqui, até o Deyverson, tem capacidade
pra dar muitas alegrias a nós, mas precisamos parar de reclamar e jogar juntos.
Com isso mais títulos virão, o apoio da torcida é fundamental, vamos voltar a
fazer do Palestra Itália um caldeirão em que todos cantavam 90 minutos? Essa
deve ser a “cornetagem” dos jogadores para com a gente. Porque com o Allianz
Parque muita coisa mudou e estamos igual ao “Borja bom”, esquecidos no passado.
Vamos voltar juntos e comemorar todos os títulos possíveis.

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