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| Foto: Cesar Greco |
O problema de tanto investimento,
de tanto dinheiro envolvido em negociações, é que a cobrança – mesmo eu não
concordando – acaba sendo maior para a conquista desses títulos. Eu apoio e
defendo sempre que a cobrança tem que ser em cima do rendimento. Se você
investe e seu dinheiro não rende, você vai cobrar de quem? De quem tá
trabalhando nele, correto? Pois bem, quem trabalha e recebe bem, por esse
investimento, é quem tem que ser cobrado.
A derrota para o nosso maior rival
gerou algumas dúvidas sobre as contratações, feitas pelo diretor Alexandre
Mattos, nesse ano. Sobretudo a contratação do atacante Carlos Eduardo, que
custou mais de 25 milhões (a segunda contratação mais cara da história do
Palmeiras), sem nunca ter vestido uma camisa de peso e sequer ter ganho algo
importante na carreira profissional.
Sem dúvida, Carlos Eduardo, foi um
dos piores do derby, errando muitos passes fáceis e perdendo a chance mais
clara da partida. Devemos cobrá-lo sim! Pelo investimento que foi feito nesse
jogador, em um derby, no mínimo o que a gente espera é que ele chame a
responsabilidade e não amarele. Mas cobrar até certo ponto, porque ele não pode
ser o “cara do time” tem outros que ganham salários maiores e que também foram
de mal a pior.
O que dizer do Lucas Lima? Sempre
tirou barato da cara do Palmeiras, nas redes sociais, quando o seu ex-clube
vencia o alviverde. Era tanto amor escondido que acabou vindo pra cá. Mas será
que veio o certo? Ou só queria jogar bem contra o Palmeiras? Eu cansei de ver
jogos do Lucas Lima, diante do nosso rival de domingo passado, em que ele
decidiu com passes – que um meia deve e sabe fazer – e até com gols. Onde está
esse Lucas Lima? Será que a camisa verde é mais pesada que a branca do outro
time? Será que mais de 30 mil em um estádio assusta o jogador? Não há
explicação para as escondidas participações do camisa 20 nos clássicos. Jogar
“jogo pequeno” é fácil, a gente precisa de um “camisa 10” que decida jogos e
não que fique preocupado com o cabelo, barba e dentes, que parece não ver a
hora e acabar o jogo para ir mexer no celular. Nós queremos vontade, você ganha
para fazer isso!
Miguel Borja: sempre defendi com
unhas e dentes, foi a última contratação (fora o Goulart) que eu mais
comemorei. O via jogar no Nacional-COL e falava: esse cara é o que o Palmeiras
precisa. E cadê? Será que se assusta igual o Lucas Lima? Será que são os mesmos
motivos? Ele é tão caneludo assim mesmo? Realmente eu não entendo. É outro que
ganha bem, é a maior contratação da nossa história, e é o artilheiro dos jogos
inúteis. Ainda não brilhou aqui como brilhou - das quartas de final até a final
-na Libertadores de 2016, sendo eleito o melhor jogador da América. Precisamos
de mais, precisamos de vontade, de raça, de bola na rede. Não precisa driblar,
não precisa dar carretilha, não precisa ser craque, apenas empurre a bola para
o fundo do barbante. Você ganha bem pra fazer isso, apenas faça!
Antes de concluir, não falarei do
Deyverson. Esse, apesar do gol do título ano passado, já provou que foi o pior
investimento da Sociedade Esportiva Palmeiras. Para mim, nunca serviu, continua
não servindo e agora, depois de cuspir em alguém (nada justifica isso) não
servirá mesmo!
Por fim, falarei do Dudu. Pode
criticá-lo? Todos sabem que o ídolo da camisa 7 tem sido decisivo em grande
parte dos campeonatos. O pequeno cresce em decisão e se sobressai diante os
demais jogadores. Mas qual foi o último derby que Dudu jogou bem? Vou além, qual
o último derby que Dudu “bateu no peito” e chamou a responsabilidade do jogo
pra si? Pelo que o Dudu ganha (o maior salário do time) era ele fazer isso todo
jogo e não só as vezes. Queremos o Dudu da final da Copa do Brasil 2015 em
todos os jogos e não só em decisões, já que em muitas outras ocasiões
importantes esse Dudu também não apareceu. É bem pago, muito bem por sinal, pra
demonstrar tão pouco.
A torcida do Palmeiras não aguenta
mais time amarelão e exige que a equipe demonstre ao menos raça diante do nosso
maior rival. Clássico não se joga, clássico se vence, e jogando feio e ganhando
a torcida vai aplaudir do mesmo jeito. Faz anos que o rival joga feio e “acostumou”
levar a melhor sobre nós e isso a gente não aceita.
Antes de qualquer coisa, não quero que nenhum jogador (do atual elenco) - principalmente que foi citado aqui nesse texto - deixe o Palmeiras. E nem preciso ouvir que eu mereço um time com Ricardo Bueno, Tinga, Bruno César, etc... porque não é o caso. Quero que os jogadores de hoje demonstre um pouco mais de vontade e honre a camisa mais pesada do futebol brasileiro.

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