Já diria o poeta: futebol não é
ciência exata.
Futebol não é sobre investimento.
Ou seja, quem mais investe não garante campeonatos.
Esporte que se modernizou, mas
ainda é impulsionado pela paixão.
Paixão que transcende campos e análises de
desempenho, contratos de mídia, etc.
Paixão vinda da arquibancada.
E não há método de torcer.
Não
existe uma metodologia para quem ame um time de futebol.
Logo, não há que se falar em um
jeito certo de torcer.
Alguns dedicam muito tempo como ombudsman de torcidas e,
quiçá, da torcida do seu próprio time de coração.
No futebol, o místico pode
explicar resultados.
O mais fraco, por vezes, ganha. A bola, por outros tantos
fatores, não entra.
Se não fosse a trave no chute do Lucas Lima, talvez, o time
estaria no caminho certo. Uma trave...
Pronto, está criado o drama, o apocalipse!
Mais um ingrediente que transforma
o futebol neste esporte mágico.
Então, meus caros, não há como
evitar o coro de caças as bruxas contra Roger Machado. Faz parte.
O time, novo na forma como se
organiza em campo, anda sem sorte e a torcida sem paciência, 16 meses sem títulos.
Nesta hora, o peso dos últimos meses aumenta a pressão.
E o ano eleitoral do clube é o estopim para que
um projeto bem organizado (mas que não dá garantia de vitórias) desabe.
Não há maneira certa, ainda mais
levando em considerações a continuidade e o excesso de sorte na zona leste.
Eles são eles, nós somos
nós. Convenhamos, evoluímos.
Isso deveria ser o foco, para que a médio e longo
prazo os títulos voltem rotineiramente, do que querer ganhar competição no
grito...
No Palestra, enfrentaremos como
maior obstáculo: nós mesmos.
A zica e a implicância da sua própria torcida, que
a cada semestre crucifica alguém.
Força Palestra!

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